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Sobre trabalho, medo, filhas e Deus

Finalizei essa semana a entrega dos meus documentos para a qualificação no concurso  em que fui convocada. Foi um período tenso, pois há um prazo de 10 dias úteis para a apresentação de toda documentação (que envolve certidões negativas de todos os tipos e alguns exames). Enfim, deu tudo certo no final, mas tive uns contratempos no caminho. Certo dia, cansada de tantos imprevistos e estressada com o prazo que estava chegando ao fim, chorei. Na verdade, desabei. E aí, num desses momentos em que a gente questiona Deus, lancei em voz alta uma reclamação... algo tipo "Por que tudo tem de ser tão difícil sempre??". A minha diarista, que é uma querida de muito tempo,  me viu crescer e acompanhou todas as minhas aventuras  sempre com uma discrição incrível, falou: "Que graça teria a vida se não fosse assim, não é mesmo?". É mesmo! A sensação de superar desafios e dar conta do recado é o que me move...  Ontem recebi a notícia de que minhas "férias" terminam no di...

O grande dia!

Imagem daqui Ontem recebi uma notícia aguardada por muito tempo. Fui convocada em um concurso que fiz em meados de 2008! Na época, quando vi o resultado da prova achei que a colocação não tinha sido boa o suficiente para ser chamada. E ainda teve um problema na justiça com o concurso anterior. Desencanei de vez... Parecia perfeito, mas não era para ser. Eu estaria me formando no final daquele ano e esse seria um ótimo começo. Mas não foi. Qual não foi minha surpresa quando fui avisada no início do ano passado que estavam, enfim, convocando os aprovados desse concurso? Busquei a fé lá não sei onde para começar uma contagem regressiva que parecia não ter fim. Eram mais de 1.000 pessoas na minha frente. Estava cansada e decidida a mudar o rumo que eu tinha escolhido para minha vida profissional. Seria o momento perfeito. De novo. Agora com mais responsabilidades... casa, marido, 2 filhas. Ontem essa agonia acabou! Não é o fim de nenhuma jornada. É apenas o início de tudo! Fui convoca...

Como estudar para concurso público e ser mãe de crianças pequenas?

Estou estudando para concursos públicos e já mencionei isso no  post misterioso da semana passada. É a primeira vez que encaro os estudos com a certeza do que quero para mim. Antes pensava que concurso público era apenas mais uma possibilidade dentre abrir o meu próprio negócio ou tocar a empresa da família. A decisão veio após alguns anos de indecisão e consequente sofrimento. Eu tenho uma necessidade ímpar de saber o que vem depois. Essa incerteza, essa falta de desejo no âmbito profissional me incomodava profundamente desde que conclui a faculdade. Sempre criei bloqueios e dificuldades para iniciar os estudos. Na verdade o cargo público só me parecia inatingível porque o caminho para alcançá-lo estava nos livros. Primeiro parecia impossível conciliar faculdade, filha (Júlia) e concursos. Depois ficou ainda mais difícil conciliar trabalho, filha e concursos. Por fim, conciliar trabalho, filhas (Júlia e Joana), casa, marido e concursos era para heroínas. O que me faltava não era ...

"Começar... já é metade de toda a ação."

Imagem daqui 2012 chegou e eu entrei esse novo ano vivenciando de uma nova forma um antigo desejo. Finalmente, descobri o que sonho para mim... alcancei os 27 e eles me trouxeram respostas. Só que minha caminhada está apenas começando e como "sem o esforço da busca torna-se impossível a alegria da conquista" vou viver tempos de reclusão. Com serenidade e foco usarei muitas horas para plantar as sementes dos frutos que quero colher. "A cada escolha, uma renúncia"...

Dos sonhos e das realizações

  Imagem retirada daqui   Era uma vez um filho de uma procuradora do trabalho (falecida) que era filha de um desembargador. Ele tem um filho que é advogado concursado e morre de orgulho por ele. Um orgulho tão intenso que é fácil perceber a projeção deslocada. Ele nunca concluiu uma faculdade, mas manteve uma empresa por mais de 20 anos. A empresa nunca trouxe o tanto de status e dinheiro com os quais ele sonhou. E ele nunca cursou Direito. Hoje, no auge de sua crise da meia idade, ele olha para trás com pesar. O passado é repleto de oportunidades descartadas e possibilidades que só tomam vida na fantasia. Triste? Não muito... ele conquistou respeito por onde passou e conseguiu derrubar um muro que nunca devia ter sido posto de pé. Nunca sujou o próprio nome e não sabe nem de longe o gosto da miséria. Uma vida digna, muitos diriam. Essa história para mim?! Um insight . Eu não quero comemorar meus 50 anos certa de que não fui tudo o que poderia ser. Ou tudo que gostaria d...