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O parto dos gêmeos - Parte 3 (final)

Caminhando pelo hospital (Taíza, eu e minha mãe) Depois de finalizar a burocracia da internação, fomos finalmente para o quarto onde ficamos acompanhando as contrações que estavam mais ou menos de 3 em 3 minutos. E assim seguiram até 5h da manhã quando tive uma parada de progressão. Parou. Tudo. Eu não sentia mais absolutamente nada. Lembro-me bem do medo. Medo de chegar até ali e acabar morrendo na praia. Eu estava então com 5 cm de dilatação. Voltar para casa não era mais possível. "- Só sairemos desse hospital com os bebês nos braços.", falou Dra. Caren. Juan ficou super ansioso com isso! Eu e Taíza começamos a caminhar pelo hospital, subimos e descemos as escadas. Todos olhavam para nós. Eu devia ser a maluca do  parto  normal de gêmeos. Chamamos uma acunpunturista para fazer uma sessão de indução. Taíza deu uma saída para preparar um chá especial pra mim, tomar um banho e trazer mais óleo de rícino pra eu tomar. E nada acontecia. Eu não sentia mais nada. ...

O parto dos gêmeos - Parte 2

O primeiro encontro com a Dra. Caren foi como todos os outros que se seguiram... uma delicia! Alternávamos conversa séria a boas gargalhadas. Sentia uma intimidade no ar, como se aquele laço já estivesse previsto. Eu saia sempre feliz e confiante daquele consultório. Enfim encontrei uma médica que não me enganaria aos 45 minutos do segundo tempo. A gravidez transcorreu na maior tranquilidade. Não tive problemas com pressão alta e nem desenvolvi diabetes gestacional, apesar do medo que tivemos pelo ganho de peso elevado - principalmente nos primeiros meses. Sentia apenas um enjôo intenso, com diversos episódios de vômito e um desconforto muito grande nas costas e no quadril, o que fez com que eu me afastasse do trabalho ainda com 5 meses de barriga. O risco era de  parto  prematuro e eu repetia o mantra "37 semanas" todos os dias. Só então os bebês seriam considerados a termo. Eu conversava com eles pra que esperassem o dia 08/09, que não viessem antes. O tempo foi pa...

O parto dos gêmeos - Parte 1

Ainda na vibe  do aniversário dos gêmeos (que foi há uma semana) e da atualização do blog, resolvi postar o relato do parto dos gêmeos que escrevi quando eles ainda tinham apenas 2 meses de vida fora da barriga. Decidi dividir o texto em partes para a leitura ficar mais leve, visto que caprichei nos detalhes à época! Curioso como as lembranças se perdem e como eu contaria tudo de uma maneira diferente se fosse escrever hoje... Foto: Ana Paula Batista Minha história não começa no dia 18/09/2014, nem 3 semanas antes quando comecei a perceber as contrações de treinamento. Minha história começa naquele dezembro de 2004, às vésperas do réveillon, quando completei 40 semanas de gestação e ouvi da médica que meu desejo pelo  parto  normal era um capricho perigoso. Eu já conhecia o sistema, só não pensei que o terrorismo fosse tão forte. Tive minha primeira filha, Júlia, por meio de uma cesárea completamente desnecessária. Quase 6 anos depois, em ou...

Só um minuto. A mäe tá cansada.

Eu ando cansada. Muito cansada. Percebo todos os dias ao acordar que meu corpo só queria continuar ali… esticado na cama . Custo a aceitar que esse seja um movimento normal da vida. Tenho tendência a crer que estou perdendo tempo. Mas algo tem me derrubado e antes mesmo de abrir os olhos por completo me pego listando mentalmente tudo o que pode estar sugando minhas energias. Sugestão: não faça listas mentais, elas sugam sua energia.  Voltando às razões  do meu cansaço.  1) não tenho dormido direito há meses. Fato que Jade é o bebê mais tranquilo de todos que já tive. Não sofreu com cólica um dia sequer e se acalma facilmente no peito. Porém, dormir colada a o bebê não me proporciona um sono reparador. Faço cama compartilhada porque acho muito melhor que passar horas madrugada a dentro, de pé, embalando a criatura. Outra coisa, antes mesmo dela nascer eu já estava há tempos sem dormir bem. Barrigão sem posição, dor na lombar sem fim e falta de ar.  ...

Eu voltei!

Depois de 5 anos sem atualizar o blog resolvi retomar. São várias as razões, mas a mais romântica delas é que preciso escrever. Necessito. Só que tanta coisa mudou nesses anos, então precisei mudar também por aqui. O blog tinha por nome 2-ao-quadrado. Uma alusão ao fato de que minha família tinha se tornado um time de 4 depois da chegada da Joana. Eu, Juan, Júlia e Joana. Só que agora somos 7. Depois da Joana tivemos os gêmeos, Joaquim e Juliana. E esse ano fechamos a produção com Jade, a baby caçula da casa. O mais curioso foi reler alguns textos que escrevi lá atrás... tem um em que falo da possibilidade extinta de um terceiro filho. Só rindo.  Eu e os Jotas Escrever alivia minha mente. Já tentou? Para mim, funciona melhor até do que ler. Mas sei que preciso mesmo é aprender a meditar, esvaziar tudo de verdade e respirar. Confesso que tento, faço um dia sim, três semanas não. Ultimamente, as coisas na caixola estão uma zorra. É muito menino e compromisso de men...

Mrs. Selfish

Já se pegou assim? Caraca, eu ando me apercebendo muito mais egoísta que antes. Na verdade, acredito que meu egoísmo em si não tenha mudado e, sim, a minha (auto) consciência. Vou confessar. Sofro. Imagem daqui Sou dessas pessoas que já foram muito erradas. Muito bagunçadas. Mas sou dessas pessoas que conseguiram se arrumar. Se organizar. Agora preciso me controlar para não ser certinha demais. Aliás, nem 8, nem 80 é algo que escuto há décadas. velha. Sabe ex-fumante? Geralmente, um indivíduo que consegue largar o fumo torna-se o ser mais intolerante da face da terra ao cigarro, fumaça e afins. Bem, para completar eu sou ex-fumante. Então que por ter me tornado perfeccionista eu diria que, hoje em dia, eu gostaria de ser... bem... pode soar exagerado, mas é verdade... eu gostaria de ser... perfeita! Perceber os meus erros e aceitar as minhas limitações são exercícios diários que valem por uma maratona. É um jogo muito louco entre razão e emoção....

O terceiro

Logo que Joana nasceu fiquei obcecada pela ideia de mais um filho. Acredito que toda aquela ocitocina correndo em minhas veias tenha contribuído para isso. Eu pensava muito em como seria a terceira gravidez, o terceiro parto, o terceiro bebê. Imaginava um menino, o Joaquim. É... o terceiro já tinha até nome. Questionava a hora certa de planejar o próximo. O que seria melhor? Uma diferença de idade menor ou um intervalo semelhante ao das meninas? O tempo foi passando, Joana foi crescendo e, hoje, quase 2 anos depois vejo que eu estava num estado alterado de consciência mesmo!rs Por um lado é uma irresponsabilidade da minha pessoa pensar em colocar outra criança no mundo ainda sem ter condições financeiras de prover às primeiras duas o padrão de vida que desejo a elas. Por outro, quando eu pensava no bebê não realizava o fato de que ter outra criança envolveria começar tudo de novo!  A gravidez nunca foi um bom momento para mim. Então, para ter o terceiro eu teria ...